Estamos a entrar na reta final das Sanjoaninas e a água caída do céu, até agora, tem sido pouca, o que, apesar de ser excelente para as nossas festas e para quem nos visita, faz antever que o verão que agora está a começar vai ser seco.
Volvidos 15 dias do último artigo, preenchidos, para mim e para muitos, com rainha, touradas, marchas e tascas, mantendo sempre os níveis de hidratação aconselhados, a boca secou-se-me ontem, logo pela manhã, ao ver na capa do D.I. o anúncio de dez empreitadas de água para a lavoura na Terceira, e pensei de imediato: "Tu queres ver que Prometeu vai mesmo cumprir o prometido? Será um milagre da Feira Açores, graças a Deus. Fico mal pela acusação infundada, mas ao menos os lavradores dos Altares e do Raminho ficam resolvidos".
Das dez empreitadas, pelo menos uma havia de ser a tão badalada e há muito prometida Lagoa dos Altares; disso estava eu convicto ao ler a capa.
No entanto, estas coisas são como os seguros: a alegria das garrafais perde-se ao ler as letras pequenas.
Mais de metade do texto tinha por referência um investimento que nem é na Terceira e, do que resta, o que se retira é que estão a ser realizadas duas empreitadas na Bacia Leiteira do Paúl.
Sobre o problema da água que pode vir a afetar os Altares e o Raminho, nada, nicles ou bola, consoante a preferência do leitor.
Sem me querer meter em polémicas, este foi, sem margem para dúvidas, o maior balde de água fria que levei nestas Sanjoaninas.